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PD1092

Viseira com Babeira
Autor: Desconhecido
Centro de Fabrico: Itália
Data: Século XV
Material: Metal
Dimensões (cm): Alt. 31; larg. 26,8; comp. 27
Peso: 1190 g
N.º de Inventário: PD1092 / MAS 301 / A.G. 12

Viseira com babeira, pertencente a um pequeno elmo, constituída por três elementos de chapa de ferro articulados.

A babeira é o elemento de uma armadura que resguardar a boca, o queixo e o pescoço. Permitia proteger o espaço exposto entre o peitoral e o capacete, sendo até comum a babeira ser utilizada para amparar o peso de uma viseira, como comprova este objeto.

Quando se atacava o portador de uma armadura o objetivo era, precisamente, atacar as áreas das juntas por serem as mais débeis e, como tal, a babeira permitia que o portador não perdesse (literalmente) a cabeça.

Objeto museológico (viseira)

Sabia que… a continência militar tem origem na Idade Média?!

Forma tradicional e obrigatória de saudação e sinal de respeito entre militares. A continência militar em Portugal é, geralmente, prestada em pé, com a mão direita aberta e a palma um pouco inclinada para baixo. A iniciativa de “bater continência” deve vir sempre da patente inferior e, obrigatoriamente, respondida pelo superior hierárquico.

A origem exata desta saudação militar é incerta, mas o seu uso alude aos gestos criados pelos cavaleiros medievais.

Na Idade Média, segundo alguns historiadores, o cavaleiro, quando passava por um membro da mesma condição, costumava levantar a viseira do elmo (movimento similar ao de prestar continência) para poderem identificar-se e aproximar-se em segurança.

Entre os fins da Idade Média e o início da Idade Moderna, essa saudação foi mantida como meio de indicar a subordinação à hierarquia militar organizada no interior dos exércitos.

Nem todas as Forças Armadas têm o mesmo modo de cumprimentar: palma da mão virada para a frente (cumprimento de militares britânicos, franceses e paquistaneses), palma virada para baixo (usado pelos militares brasileiros), dois dedos (usado pelo exército polaco), mão esquerda (se o soldado for amputado, estiver ferido ou a carregar uma arma).