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4800-412 Guimarães

PD0216

Jarrão Sentinela
Autor: Desconhecido
Centro de Fabrico: Fornos de Jingdezhen, China
Data: c.1690 (Dinastia Qing, período de Kangxi)
Material: Porcelana
Dimensões (cm): Alt. 106,5; Ø 48
N.º de Inventário: PD0216

Um de dois potes de extraordinária qualidade e cuja decoração, em tons de azul cobalto, narra dois pares de episódios distintos, nos quais intervêm homens, mulheres e crianças. Crê-se que os temas são inspirados no famoso Romance épico chinês, conhecido como o Romance dos Três Reinos (Sānguó Yǎnyì), escrito no séc. XIV por Luo Guanzhong. Nele se narra os anos agitados do final da Dinastia Han (169-280 dC.). A obra, com mais de 800.000 palavras e com quase 1000 personagens, tem para a China o mesmo valor que a obra de Shakespeare para a Literatura Anglo-Saxónica.

Julga-se que a função dos potes sentinela seria decorar o interior dos palácios, ladeando os vãos de acesso aos salões, substituindo os homens que aí costumavam estar como “sentinelas ou guardas de honra”. Ou seja, os potes substituem os homens, mas ficam-lhe com o nome – sentinelas! Outra versão para a denominação de “Potes sentinela”, parece ter origem numa troca algo insólita de bens, entre Augusto o “Forte”, eleitor da Saxónia e rei da Polónia, e Guilherme I da Prússia. Augusto troca um regimento de homens bem preparado militarmente e com garboso porte físico, por 151 peças de porcelana oriental que se encontravam nos palácios de Charlottenburg e Oranienburg. Entre estas marcavam presença 48 grandes potes com tampa, em azul e branco, os quais, pelo seu porte, foram comparados aos militares, adquirindo assim o nome com que ainda hoje são frequentemente designados.

Objeto museológico (pote sentinela)