Horário: Todos os dias, das 10h00 às 18h00

Rua Conde Dom Henrique

4800-412 Guimarães

PD0491

Objeto museológico (PDB)

Pote Sentinela
Autor: Desconhecido
Centro de Fabrico: China
Data: c.1760 (Dinastia Qing, período de Qianlong)
Material: Porcelana
Dimensões (cm): alt. 133,6 x Ø 53,1
N.º de Inventário: PD0491

Um de dois potes de grande envergadura, em forma de balaústre acentuado e com tampa em forma de cúpula encimada por leão budista. Foram executados ao torno em porcelana branca em três partes, cuja junção é visível no interior. A superfície exterior é revestida com azul “soprado” sob o vidrado, sobre o qual são visíveis ténues vestígios e sombras de aplicação de ouro, indiciando a existência de uma densa decoração floral numa aproximação ao brocado têxtil.

A denominação de “Potes sentinela”, tem origem numa troca algo insólita de bens, entre Augusto o Forte”, eleitor da Sáxonia e rei da Polónia, e Guilherme I da Prússia. Augusto troca um regimento, excecionalmente bem preparado militarmente e todos com grande porte físico, por 151 peças de porcelana oriental oriundas dos palácios de Charlottenburg e Oranienburg. Estas incluíam 48 grandes potes com tampa em azul e branco, que desde então foram comparados em porte aos militares adquirindo assim o nome com que ainda hoje são frequentemente designados.

O seu eventual uso nos interiores dos palácios, ladeando os vãos de acesso aos salões, vem reforçar o sentido do nome sentinela ou guarda de honra, uma vez que assumem o lugar destes nos interiores setecentistas.

Maria Antónia Pinto Matos