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Rua Conde Dom Henrique

4800-412 Guimarães

PD0502

Pote Sentinela
Autor: Desconhecido
Centro de Fabrico: China
Data: c.1770-90 (Dinastia Qing, período de Qianlong)
Material: Porcelana
Dimensões (cm): Alt. 141; Ø 55,6
N.º de Inventário: PD0502

Um de dois potes sentinela, da “família rosa”, de grandes dimensões, pintados com esmaltes de cor rosa, azul e verde, matizados a branco e pormenorizados a ouro. A decoração consiste em duas grandes fénix, pousadas em rochedos recortados, num jardim pontuado por cercas e ramos de peónias arborescentes. A restante superfície é decorada por raminhos dispersos de flores, no estilo Meissen.

A manufatura destes potes exige elevada perícia, quer na execução da complexa pintura quer na junção das diferentes partes quer no controle da temperatura de cozedura nos fornos a lenha.

Julga-se que a função dos potes sentinela seria decorar o interior dos palácios, ladeando os vãos de acesso aos salões, substituindo os homens que aí costumavam estar como “sentinelas ou guardas de honra”. Ou seja, os potes substituem os homens, mas ficam-lhe com o nome – sentinelas! Outra versão para a denominação de “Potes sentinela”, parece ter origem numa troca algo insólita de bens, entre Augusto o “Forte”, eleitor da Saxónia e rei da Polónia, e Guilherme I da Prússia. Augusto troca um regimento de homens bem preparado militarmente e com garboso porte físico, por 151 peças de porcelana oriental que se encontravam nos palácios de Charlottenburg e Oranienburg. Entre estas marcavam presença 48 grandes potes com tampa, em azul e branco, os quais, pelo seu porte, foram comparados aos militares, adquirindo assim o nome com que ainda hoje são frequentemente designados.

Objeto museológico (pote sentinela)