Horário diário: Todos os dias, das 10h00 às 18h00 (última entrada 17h30).

Rua Conde Dom Henrique

4800-412 Guimarães

PD0469

Contador Indo-Português
Autor: Desconhecido
Centro de Fabrico: Goa, Índia
Data: Século XVIII
Material: Madeira (teca e ébano), marfim e latão
Dimensões (cm): Alt. 126,5; larg. 89,3; prof. 49,5
N.º de Inventário: PD0469

Contador em madeira de teca com embutidos de ébano e marfim, de formato paralelepipédico, composto por dois corpos sobrepostos. As pernas têm a forma de figura feminina da mitologia hindu, os Naga (parte homem, parte animal marinho).

Trata-se de uma peça de mobiliário destinada a guardar documentos ou pequenos objetos de valor. O seu interior podia conter compartimentos secretos, disfarçados por fundos ou gavetas falsas.

A presença portuguesa na Índia tanto teve repercussões sociais, económicas, políticas, religiosas, como artísticas. A arte indo-portuguesa é considerada uma fusão de elementos culturais diferentes. Deste modo, o contador indo-português possui influências da arte portuguesa (na estrutura de dois corpos sobrepostos) e da arte indiana (no tipo de técnicas e materiais utilizados).

Desde sempre considerado um objeto de luxo, trata-se de um móvel normalmente produzido por encomenda e que começou a ser executado por artífices locais em algumas feitorias portuguesas da Índia (Damão, Goa e Cochim) entre os séculos XVI e XVIII.

O termo indo-português surgiu no final da década de 1870, sendo aplicado pela primeira vez na classificação de objetos artísticos em 1881, por John Charles Robinson, no “Catálogo da Exposição Especial de Empréstimos de Arte Ornamental Espanhola e Portuguesa” do Victoria and Albert Museum (Londres).

Objeto museológico (contador indo-português)