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Rua Conde Dom Henrique

4800-412 Guimarães

PDdep0020

Alegoria aos Vícios e Virtudes
Autor: Desconhecido
Centro de Fabrico: Desconhecido
Data: Século XVII (?)
Material: Óleo sobre tela
Dimensões (cm): Alt. 91,2; larg. 121,7
N.º de Inventário: PDdep0020

Esta pintura aparenta representar uma festa.

Em primeiro plano surge-nos um grupo de cinco jovens raparigas, bem vestidas e adornadas com joias e rendas. As jovens do lado direito estão sentadas de costas para uma pequena mesa coberta com uma toalha branca, bem composta e decorada com um pavão colocado no centro, simbolizando a vaidade e simultaneamente a imortalidade ou o sol. Uma das raparigas toca alaúde, outra bebe por um cálice de vidro e ouro e outra dorme com a cabeça sobre um braço apoiado na mesa. Ao fundo, outra alimenta-se, enquanto a última rapariga está de pé e movimenta-se num chão repleto de pequenos objetos que se encontram dispersos pelo chão: cartas de jogar (que simbolizam a luta ou o combate), duas máscaras (símbolo da falsidade e do engano) e várias lâmpadas ou candeias viradas sobre o chão (expressando simbolicamente a falta de vigilância, de luz e da palavra de Deus).

No fundo do quadro, observa-se uma espécie de abside de igreja e dois anciãos vestidos com roupa cinzenta, possuindo um deles uma caixa de esmolas pendente no cinto. Abrem a cortina da entrada do templo e espreitam para fora.

Ao fundo, de cada lado da pintura, aparece-nos Cristo ressuscitado. O representado do lado direito, estende a mão direita para as pessoas que se aproximam e recebe os bons. Estes transportam na mão uma candeia acesa, símbolo da luz e da palavra de Deus. O do lado esquerdo do quadro, afasta os malévolos que estão em baixo e que levantam as mãos pedindo auxílio e talvez perdão.

A origem destas virtudes é muito antiga. O tema é referido na Bíblia Sagrada, no Livro da Sabedoria (capítulo 8, versículo 7): «E se alguém ama a justiça, tem como seus frutos as virtudes, pois ela ensina temperança e prudência, justiça e fortaleza. E nada há mais útil que isto para os homens».

As quatro virtudes cardeais e as três virtudes teologais são as seguintes: a prudência, a fortaleza, a temperança, a justiça, a fé, a caridade e a esperança e, do lado oposto, os sete vícios correspondentes à falta daquelas virtudes são: a estultícia (ou comportamento leviano), a inconstância, a ira, a injustiça, a infidelidade, a inveja e o desespero.

Objeto museológico (Alegoria aos vícios e virtudes)

Sabia que… a palavra Carnaval pode significar “adeus à carne”?

Existem duas explicações para a origem da palavra… Uma considera que a palavra Carnaval provém da expressão latina carne, vale!, que significa “adeus, carne!”… Outra considera que a palavra chegou ao português, por via francesa, do italiano carnevale, derivada de carnelevare, que significa “rejeitar a carne” e que por sua vez se formou do latim carne(m) levare (suspender ou tirar a carne).

Não se conhece verdadeiramente a origem da festa propriamente dita. Uns defendem o culto de Ísis, outros as festas em honra de Dionísio, na Grécia clássica, e outros as festas a Saturno. Os bailes de máscaras foram criados na França, entre os séculos XVI e XVII, mas rapidamente ficaram populares noutros países europeus. Durante o Renascimento, as festas carnavalescas atingiram uma grande popularidade, principalmente na Itália.

Desde o século XI, o Carnaval é celebrado 40 dias antes da Páscoa, período chamado pela Igreja Católica de Quaresma. Neste sentido, o Carnaval pode simbolizar “adeus à carne” porque se vai entrar num tempo de abstinência da mesma.