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PDdep0024

Baco e o Leão
Autor: Desconhecido
Centro de Fabrico: Desconhecido
Data: Século XVIII-XIX (?)
Material: Óleo sobre tela
Dimensões (cm): Alt. 81,2; larg. 66,3
N.º de Inventário: PDdep0024

Baco (equivalente a Dionísio na mitologia grega) é conhecido como o deus romano do vinho, uma figura boémia e festiva, que representa o lazer, o prazer, a folia e a loucura.

Existem várias lendas a respeito do seu nascimento. Na mitologia romana, Júpiter engravida Sémele que, incentivada pela ciumenta Juno, pede para que o deus se mostre em todo o seu esplendor. Ele tentou dissuadi-la, mas em vão. Quando este apareceu na sua forma divina, Sémele, como mortal, não suportou essa visão e caiu fulminada por um raio. Com receio que o seu filho morresse, Júpiter retirou-o das cinzas e colocou-o na sua coxa para terminar a sua gestação.

A lenda diz que, quando adulto, Baco encontrou uma planta verde, decidindo guardá-la dentro do osso de um pássaro para protegê-la. Quando ela cresceu, decidiu transplantá-la para o osso de um leão. Depois, como deixou de caber nesse invólucro, colocou-a dentro do osso de um burro. Baco ao reparar nos seus frutos, provou-os, guardando alguns para comer pouco a pouco. O vinho ter-se-á formado do sumo dos bagos guardados.

Esta sucessão de “recetáculos” da vinha representa, segundo a mitologia, as diferentes fases do consumo do vinho: primeiro sente-se a alegria (como é alegre o voo das aves), depois a bebida dá força e coragem (como um leão) e, por fim, leva ao comportamento banal (como o do burro).

Com inveja e ciúmes do filho de Júpiter, a deusa Juno transformou Baco num louco a vaguear pelo mundo. No entanto, este salvou-se sempre das suas perseguições contínuas e deu início à plantação da vinha em várias partes do mundo.

De acordo com a lenda, transformou‑se num leão para devorar os Gigantes (seres mortais de origem divina) que ameaçavam Júpiter e o Céu. Depois da vitória sobre os Gigantes ficou a ser o deus mais poderoso, a seguir a Júpiter.

Outro facto curioso sobre Baco é o seu protagonismo na obra literária “Os Lusíadas” de Luís de Camões. Nos versos da epopeia, Baco tentou impedir a chegada dos portugueses às Índias.

Objeto museológico (Baco)