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Rua Conde Dom Henrique

4800-412 Guimarães

PD0050dep

Objeto museológico (PDB)

Virgem e São José buscando guarida em Belém
Autor: Bento Coelho da Silveira (?)
Centro de Fabrico: Espanha
Data: c.1680-1685
Material: Óleo sobre tela
Dimensões (cm): alt. 178,7 x larg. 271,8
N.º de Inventário: PD0050dep / PD0723dep / PNA66710

É através da leitura dos evangelhos, especificamente o de S. Lucas que podemos fazer o enquadramento histórico da pintura que acima tratamos. Lá pode ler-se o seguinte: “Naqueles dias, o imperador Augusto publicou um decreto, ordenando o recenseamento em todo o império. Esse primeiro recenseamento foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam registar-se, cada um na sua cidade natal. José era da família e descendência de Davis. Subiu da cidade de Nazaré, na Galileia, até à cidade de David, chamada Belém, na Judeia, para registar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Enquanto estavam em Belém, se completaram os dias para o parto e Maria deu à luz o seu filho primogénito. Ela o enfaixou, e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles dentro da casa”.

Outra fonte de enquadramento é a “Legenda áurea”, e lá pode ler-se: “E quando chegaram lá, porque as hospedarias estavam todas tomadas, eles foram obrigados a ficar sem em um lugar comum onde todas as pessoas ficavam. E havia um estábulo para um burro que ele trouxe com ele, e para um boi”.

Já Louis Reau, na sua “Iconografia Cristiana” diz-nos acerca desta passagem que esta cena foi popularizada pelo « Théatre dês Mysteres» – uma forma de teatro que surgiu no século XV, que consistia numa série de imagens em movimento e diálogos escritos para um público amplo e que implementou e alimentou muitas histórias, lendas e crenças. O sobrenatural e o realismo passaram assim a coexistir.