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Rua Conde Dom Henrique

4800-412 Guimarães

16-A

Retrato do Rei D. Pedro V
Autor: Manuel Maria Bordalo Pinheiro
Centro de Fabrico: Portugal (?)
Data: 1856
Material: Óleo sobre tela
Dimensões (cm): Larg. 97,5; alt. 122,6
N.º de Inventário: 16-A

Rei de Portugal. Sucede ao trono de Portugal, pelo falecimento da sua mãe, em 15 de novembro de 1853. No entanto, o seu pai governa como regente até à sua maioridade.

D. Pedro V tinha fama de ser sobredotado, tais eram as suas capacidades intelectuais e a sua rapidez de aprendizagem. Dominou, desde cedo e fluentemente, o francês, o alemão, o grego, o latim e o inglês. A sua mãe proporcionou-lhe uma educação primorosa e cuidada (ela própria orientou a sua instrução nos primeiros anos), mas o seu grande mestre ao longo de toda a vida foi Alexandre Herculano.

As viagens que fez pelo estrangeiro, dois anos antes de começar o seu reinado, complementaram os ensinamentos valiosos dos seus professores. Ao completar 18 anos, é aclamado rei, dedicando-se, desde logo, com total devoção aos negócios públicos.

Dedicou o seu reinado ao progresso e ao bem-estar do país, conseguindo dar uma certa estabilidade à vida política portuguesa, apesar de atormentado por constantes dificuldades (as epidemias de cólera e de febre amarela, as grandes inundações, a morte da rainha, a sombra militante de Saldanha). Preocupavam-no os assuntos relacionados com a educação, a indústria, a agricultura, os melhoramentos públicos, a política internacional, entre outros assuntos que visassem o desenvolvimento do país.

No seu reinado surgiram as primeiras linhas de caminho de ferro, o primeiro telégrafo elétrico, novas indústrias, novas redes viárias. Deve-se-lhe, a par de outras iniciativas culturais, a criação do Curso Superior de Letras (a atual Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), de escolas primárias e do Observatório Astronómico da Ajuda. Fundou hospitais públicos e instituições de caridade, nomeadamente, o Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, em homenagem à rainha.

À margem da função régia, foi um homem de inteligência superior e de excecional cultura, sendo testemunhos os seus escritos: Diário (durante as viagens que fez na Europa) e os artigos que escreveu para duas revistas (a Militar e a Contemporânea).

D. Pedro V morreu prematuramente aos 24 anos, devido à febre tifóide, poucos anos depois de subir ao trono. Foi sepultado no Panteão Real da Dinastia de Bragança, no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa.

Objeto museológico - D. Pedro V