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PD0427

Tapeçaria Publius Decius Mus: Publius Decius Mus e Titus Manlius recebem o ‘Paladium’ das mãos do Senado de Roma
Autor: Jan Raes II (tapeceiro) e Peter Paul Rubens (cartonista)
Centro de Fabrico: Bruxelas, Flandres
Data: 1618-1643
Material: Lã e seda
Dimensões (cm): Alt. 405; larg. 501
N.º de Inventário: PD0427

Decius Mus e Tito Manilus recebem o “Paladium” das Mãos de Senado de Roma. Na mitologia latina, o “Paladium” era uma imagem de grande antiguidade representando Palas Ateneia e da qual dependeria a segurança de Roma. Era guardada no templo de Vesta no Fórum Romano. Plínio «O Velho», Ovídio e Valério Máximo são unânimes relativamente ao facto de que o “Paladium” não podia ser retirado do templo, facto que levanta a objeção relativamente à atual identificação desta tapeçaria. No entanto, segundo Tito Lívio ambos os cônsules Romanos receberam o Paladium  para a batalha das mãos dos senadores.

Titus Manlius – Tito Mânlio Imperioso Torquato

Político da gente Mânlia da República Romana.

Segundo Tito Lívio (Ab Urbe Condita, VI-VII), Titus Manlius mereceu o cognome Torquatus por ter derrotado um gigante gaulês num combate singular.

Em 353 a.C., foi nomeado Dictator (o mais alto magistrado extraordinário na República Romana) pelo Senado quando Cere se aliou com Tarquínia contra Roma.  Em 349 a.C., foi nomeado Dictator novamente, desta vez pela Assembleia das Centúrias, para presidir às eleições consulares.

Foi eleito cônsul pela primeira vez em 347 a.C., juntamente com Caio Pláucio Venão Ipseu. Durante o seu mandato não foram registrados conflitos com outras cidades. Em 344 a.C., foi eleito novamente, desta vez com Caio Márcio Rutilo. Em 340 a.C., foi eleito pela terceira vez com Públio Décio Mus.

Comandou as forças romanas durante a Segunda Guerra Latina e era considerado um exemplo de bravura pelos romanos. Ganhou fama de severidade quando condenou o seu filho à morte, por este ter contrariado as suas ordens durante a batalha contra os latinos.

Derrotados novamente os latinos na Batalha de Trifano, Tito Mânlio voltou a Roma por causa de uma enfermidade.

A sua vida foi vista como um modelo para os seus descendentes, que tentaram emular os seus feitos heroicos, mesmo séculos após a sua morte.