Horário diário: Todos os dias, das 10h00 às 18h00 (última entrada 17h30).

Rua Conde Dom Henrique

4800-412 Guimarães

PD0203

Tapeçaria Gobelins: Caça ao Javali
Autor: Desconhecido
Centro de Fabrico: França
Data: Século XVIII
Material: Lã e seda
Dimensões (cm): Larg. 489; alt. 173
N.º de Inventário: PD0203

A cena desenrola-se numa paisagem verdejante com árvores, casas ao fundo, uma estátua do lado esquerdo. Do lado direito caçadores, um deles a cavalo, perseguem um javali empurrando-o em direção de outras duas personagens que armadas esperam o animal.

A caça na Idade Média assumiu-se como uma verdadeira prática de adestramento para a guerra. Tratava-se de um treino militar, desenvolvido
através da perseguição e da captura de animais selvagens de médio ou grande porte.

A atividade venatória era entendida como um símbolo do vigor, vitalidade e ostentação régia, na qual as proezas eram quantificadas pelo número de
animais mortos.

As caçadas eram também motivo de convívio e sociabilidade, para as quais se convidavam amigos e familiares próximos, proporcionando negócios e até
casamentos.

O interesse pela caça nas monarquias medievais revelou-se tão evidente que o rei D. João I, pai de D. Afonso 1º Duque de Bragança, redigiu um tratado de caça intitulado Livro da Montaria, onde o Rei pretende ensinar os nobres e considera a ‘caça ao monte’ a mais importante das artes.

Esta atividade é frequentemente representada, ao longo dos tempos, nas
obras de arte que decoravam as grandes casas senhoriais.

Objeto museológico (Caça ao Javali)