Horário: Todos os dias, das 10h00 às 18h00

Rua Conde Dom Henrique

4800-412 Guimarães

PD0485

Objeto museológico (PDB)

Tapete de Oração
Autor: Desconhecido
Centro de Fabrico: Desconhecido
Data: Século XVII
Material: Lã e algodão (?)
Dimensões (cm): alt. 182 x larg. 136,3
N.º de Inventário: PD0485

Tapete de nó para oração, com nicho de fundo verde seco, decorado com pequenos motivos florais estilizados. Do alto do nicho pende uma lanterna.

Os muçulmanos, durante as orações islâmicas, curvam-se, ajoelham-se e prostram se no chão em humildade perante Alá, em pequenos tapetes bordados, chamados “tapetes de oração”.

O seu uso não é obrigatório. A única exigência no Islão é que as orações sejam realizadas numa área limpa, por isso os tapetes tornaram se uma forma tradicional para muitos muçulmanos assegurarem a limpeza do seu local de oração e criarem um espaço isolado para se concentrarem.

A oração deve ser precedida de um ritual de purificação, que consiste em lavar com água as mãos, as narinas, os braços até à altura do cotovelo, a face, a cabeça, as orelhas, os ouvidos e os pés, de uma determinada maneira.

O muçulmano deve realizar diariamente cinco orações públicas (versículos do Alcorão), que devem ser efetuadas em árabe (mesmo que o crente não conheça a língua) e em momentos concretos do dia, que não correspondem a horas, mas a etapas do curso do Sol (ao alvorecer, ao meio-dia, entre o meio-dia e o pôr do sol, logo após o pôr do sol e de noite), num ciclo de posições: em pé, curvado, de joelhos, prostrado e sentado.

Após a oração, o tapete é imediatamente dobrado ou enrolado e guardado até à próxima oração. Isso garante que permaneça sempre limpo.