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Rua Conde Dom Henrique

4800-412 Guimarães

PD0058

Objeto museológico (PDB)

Boião de Botica
Autor: Desconhecido
Centro de Fabrico: Portugal
Data: Século XVIII
Material: Barro
Dimensões (cm): alt. 32,5 x Ø 26,8
N.º de Inventário: PD0058

Antigamente as farmácias tinham o nome de boticas e o farmacêutico designava-se boticário.

O primeiro registo da presença da profissão em Portugal data do século XII e vem referida num documento assinado pelo rei D. Afonso IV.

Nos mosteiros e nas casas reais e da alta nobreza existiam boticas nas quais se preparavam as mezinhas usadas como medicamento, sendo guardadas em recipientes apropriados.

Os vasos de botica eram feitos em materiais como o barro vidrado, a faiança, a porcelana ou o vidro. Os boiões e canudos eram utilizados para armazenar substâncias sólidas e viscosas, tais como ervas, especiarias, conservas, unguentos e electuários. As garrafas de vidro e as almotolias de barro vidrado serviam para guardar as substâncias líquidas, tais como xaropes ou óleos.

Chegaram aos nossos dias alguns canudos e boiões nos quais se mantiveram os rótulos com os nomes dos medicamentos ou com o número que o boticário atribuía à mezinha que se guardava dentro do frasco.